quarta-feira, maio 23

Sem título, sem saco

Acordei de saco cheio. Não de acordar cedo, ou de perder madrugadas estudando. Na verdade, estou de saco cheio e não sei o porquê exatamente. Mas me sinto saturado de tudo, tanta obrigação. Algumas vezes me dá vontade de ser uma mosca inútil (aquela que vocês querem ser para bisbilhotar a vida alheia) só por ela ser tão insignificante. Queria ter momentos em que eu fosse invisível, passasse pelas pessoas e elas não me enxergassem, ou não se importassem. Preferiria ser uma mosca que procura um bando de porcarias podres sem as quais não sobreviveria a ser – também insignificante – o que sou. Um ser humano que coloca no sofá e assiste as notícias do espaço, seu próprio espaço, desmoronando. Ou talvez eu prefira ser uma geladeira. Sim, uma geladeira. Não importa a marca, ou o que acontece do lado de fora, por dentro estaria sempre fria, cheia de coisas bem boas. Ou mesmo quando vazia. Abririam a porta só para pensar sentindo o frio interior que acalma. Mas talvez eu prefira ser eu mesmo. Pensando melhor, eu não gostaria de sentar em dejetos em estado de putrefação que me manteriam vivos. Pensando melhor ainda, também não iria gostar de estar apático a tudo o que acontece por aí e gélido no meu interior. Gosto de ser humano. Gosto dos sentimentos. Eu quero ter a cabeça cheia, preocupado se vou passar ou não no vestibular, manter os pulmões bem cheios de ar e deixar o coração quente e aberto para quando o amor chegar.

quarta-feira, maio 2

segunda-feira, abril 30

Nunca julgue um livro pela capa!

Parece clichê, mas as pessoas não costumam dar muita atenção ao interior das coisas. Por quantas vezes olharam um livro e o deixaram de lado só por não ter uma capa atrativa, que encha os seus olhos? Por quantas vezes também deixaram de conhecer alguém só porque parecia ser chato? Vivemos hoje em um mundo cruel e individualista. Um mundo onde as pessoas precisam de máscaras para parecer que são, caso não seja. É uma época de achismos e aparências, o que me faz pensar que estamos voltando a idade da pedra. Tantos pensamentos, conjecturas, e a sociedade ainda insiste em avaliar qualquer coisa tendo de base um modelo que ela mesma criou, sem motivo algum. É uma regressão, sim. Regredindo para um nível que deveria estar bem maior, visto que tudo parte de um patamar mais baixo e vai subindo. Mas as pessoas insistem. Insistem em querer parecer, insistem em querer ter.
Então, não julgue um livro pela capa, por mais comum que seja o que essa frase quer dizer. Leia a sinopse. Abra-o. Comece a lê-lo. Conheça-o. E interprete-o. Não deixe passar nem os mínimos detalhes. E não vai ser preciso nem que se chegue nas últimas páginas para dizer que o livro, antes ruim porque a capa não era expressiva, se tornou bom, simplesmente porque você o conheceu e desconsiderou o que ele parecia ser.

Ps.: A propósito, essa é a minha segunda fotografia desde que comecei a fazer depois de ter aprendido um pouco.



sexta-feira, abril 27

a arte de escrever com a Luz

Assim como escrever, dançar ou cantar, é preciso muito mais do que um equipamento (no caso, uma câmera) para fotografar. É preciso analisar luzes e ângulos, objetos e cores, tudo. Ser minucioso é mais que uma necessidade, é obrigatoriedade. Para mim, fotografia só servia para guardar em baús alguns melhores momentos que eu vivi. Aconteceu que eu conheci pessoas que amam fotografia, e acabei pegando o gosto também. Li vários artigos de como fotografar bem, pesquisei bastante, e resolvi começar a tirar fotos para saber se sou bom nesse ramo. Sinceramente, ainda não sei se estou no caminho certo, porque ser fotógrafo, até mesmo amador, requer peculiaridade, e não é possível determinar escalas de bom ou ruim para quem é amante das imagens. Essa aí é a minha primeira fotografia, feita com uma Sony Cybershot DSC w330, uma compactazinha que não facilita no trabalho, mas que pode dar bons resultados se souber como manuseá-la.

Uma dica para vocês que acham que, para fazer boas fotos, é preciso uma câmera fodástica: Não é assim que acontece. É muito mais importante a essência da fotografia, a personalidade e a vontade de fotografar são mais importantes do que uma lente que alcança tão longe ou consegue fazer maravilhas na imagem. É muito mais importante que você goste de fazer algo, não só na fotografia, para você ser bem sucedido. Então, é isso. Um abraço, e até a próxima fotografia.